Gente do céu, vocês deram uma olhada ai em cima na programação? Depois vem uma pá de lambe sola metido a besta, daqueles que penduram diploma na sala, “é sou jornalista”, dizer que é tudo igual. Sabe quanto custa fazer uma programação desta toda semana, 52 no ano? Não sabe, não é. Então assim é fácil pegar o canetão e escrever um monte de abobrinha naquela coluninha cheia de gente cocô e encher a bola daqueles que toda semana põem “banda surpresa” na programação. Nem adianta argumentar que esta ou aquela banda nunca se ouviu falar. É só quando toca no Outs.
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Quando toca “lá” o destaque é como se fosse uma banda gringa, sai até em negrito e cita até o nome da mãe da namorada do vocalista. Se a casa é nova, sai durante trinta e duas semanas no destaque das novidades da cidade. Se é amigo do rei, a “programação” sai na capa, no meio e no fim do folhetim. Se o assunto é moda, acontece “lá” naquela outra. Se a balada é gay, todo mundo o é e o encontro “in” é na de sempre. Se o prefeito proibiu caminhão nos dias pares ou impares é só para não passar na frente daquela casa amiga. Se caiu um balão, só pode ter caído “ali”. Agora, quando é para contar o público, a fila gigante na porta da balada, o boy e o motorista do amigo escriba, faltou, não veio naquele dia, não deu para passar na rua Augusta 486. É assim, todo final de semana. Dá uma caganeira no rapaz e ele não vem. Aí miau! Ia ser uma matéria muito óbvia. Fila no Outs. Que chatice falar dessas coisas. Tem nada não, se depender de nós vão continuar lambendo sabão.
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Ainda bem que o público, o detalhe, para eles público é detalhe, não se engana. Pode até cair numa fanfarronice, numa gelada de vez em quando. Mas não é burro. Felizmente tem muita gente séria e boa do lado de cá trabalhando sério. Casas ótimas de gente batalhadora, que pelo trabalho que fazem não precisam desse bando de puxa saco, se bem que tem algumas figuras carimbadas que gostam. Credo, dá nojo.Gente é a quarta casa no mesmo quarteirão do Outs a ser inaugurada nesta semana. Se continuar assim vão começar empilhar uma em cima da outra. Quando o Outs estava sozinho lá falavam que ali era o pulgueiro da cidade. Que será que aconteceu? Ficou todo mundo louco para se coçar? Sabe o que é mais gostoso, todos aqueles que metiam o pau no lado podre da Augusta, agora tem que comer no prato que cuspiram. São uns vira casaca mesmo. Dá para levar a sério uns panacas desses? Atenção esta é a semana da consciência negra, sem trocadilho é claro.